El Gran Sol Rojo del Amanecer

lunes, 21 de diciembre de 2015

Bután: Mensaje del Movimiento Comunista Butanés




Comunicado publicado no dia 22 de maio de 2012 no blog thenewcommunistwave.blogspot.com pertencente ao Partido Comunista do Butão (MLM).



O comunicado apesar da nossa singela tradução, explica os motivos pelo qual a tentativa de se iniciar a guerra popular no Butão acabou frustrada. Também explica a atual situação do país, a questão dos refugiados, da luta interna que originou a facção de Vikalpa, e a estratégia de guerra popular utilizada pelo Partido. 

Nós deste modo, gostaríamos de expressar em poucas palavras o sentimento da revolução butanesa assim como a refutação do exagero, desvalorização e a busca por um entendimento justificável da realidade. Obviamente como é conhecido que a revolução butanesa não teve um longo caminho, comparativamente nós caímos debaixo da perspectiva internacional e regional. Além disso, a revolução butanesa está enfrentando um retrocesso nesses dias. Para conhecer a causa deste fenômeno histórico alguém deveria estudar arduamente as circunstâncias objetivas e subjetivas que são responsáveis por isto. A consequência do oportunismo fortemente apodrecido tendo usurpado então o quartel general do nosso partido resultando numa divisão por um lado e por outro lado a interferência imperialista em nome de um tal terceiro restabelecimento nos país dos refugiados butaneses sendo aprovado pelas elites dominantes do Nepal e também veio a ser inesperadamente regressivo. A divisão veio a ser inevitável por causa das bases de Vikalpa que rapidamente caíram para o dogmato-revisionismo hoxhaísta que como não poderia ser transformada logo tornou-se hostil apesar da nossa saudável aproximação na luta interna. O oportunismo veio à tona quando Vikalpa produziu o “plano de Guerra Popular” que era totalmente copiado da guerra popular nepalesa sem nenhuma mudança de leve. As táticas principais expressas no plano são mecanicamente imitadas e ainda negligenciando as peculiaridades do estágio da iniciação da guerra popular no Butão. O fato peculiar é que as massas butanesas estão ao mesmo dentro e fora do país e os refugiados são incomparáveis militantes e mais organizados do que aqueles que estão dentro do país e não foram levados em conta por Vikalpa. O plano de mobilização dos destacamentos voluntários também foi mecanicamente imitado do Nepal.
A principal tendência de Vikalpa no contexto do grupo de mobilização é por um lado para negar a aceitação e documentação da essencialidade de mobilizar o grupo pronto de for a como sendo a peculiaridade do estágio de iniciação da revolução no Butão e por outro lado, mobilizar grupos de fora de maneira errada e assim estragar o campo. Isto parece um absurdo assim como o seu impulso para imitar a Guerra popular nepalesa, a maneira de formar quadros na capital e mobilizá-los nas áreas rurais antes da iniciação da Guerra popular nas quais fica impossível no contexto do Butão. O plano como um todo era inaplicável assim como estava for a de questão implementar as principais táticas expressas desse modo. Criticamos duramente e solicitamos para irem embora com o plano. Nós refutamos explicitamente como ecletismo as analises circunstanciais de Vikalpa. Nós dissemos que a implementação este plano poderia ser um intento aventureiro. Entretanto, a ideia dogmática de Vikalpa não foi corrigida ao contrário, se tornou hostil e intolerante na luta interna. Ameaças, idealização louca de erros e insuficiências e conspirações se tornaram seu lema na luta interna. Além do mais, exerceu a fração no partido e colocou na frente o plano de dissolver e reconstituir o então Bureau Político (BP). Após a reconstituição do BP, ele uma campanha deliberada de não cooperação para fazer a equipe de mobilização fracassar. Apesar da campanha de não cooperação e a hostilidade de Vikalpa, nós tivemos êxito em mobilizar dois destacamentos de combatentes voluntários no Butão. Em seguida, Vikalpa iniciou uma “missão” então chamada de arrastar de volta as equipes de destacamentos voluntários para o Nepal. Ele obviamente expressou sua visão reacionária e contra revolucionária no décimo quarto encontro e seu propósito de penalizar o camarada Vikram e o camarada Sagar primeiramente, depois cercar o destacamento e capturar o camarada Vikram. Esta “missão” não pode ser transformada apesar dos nossos esforços. Apesar de estarmos compelidos a estabelecer quartéis generais paralelos para coordenar e comandar especialmente dos destacamentos voluntários dentro do país. O décimo quinto encontro do comitê central (com a maioria dos quadros dos CCM) concluíram em se revoltar contra a clique de Vikalpa estabelecendo então uma autêntica, ardente responsável autoridade para cooperar com os destacamentos voluntários mobilizados no Butão. O encontro relatou como inferior as principais características do dogmato-revisionismo hoxhaísta de Vikalpa.

Imitação de outras revoluções, descuido com o fator lugar e o tempo fator, idealização dos erros e deficiências como fez Hoxha desatento a Stalin e ao comintern.

Entregar-se em essência para a organização partidária e compreender suas meras formas. 
Assuntos de Investigação:

1. Derrota de fevereiro
Após o rompimento histórico em nosso partido, nós realizamos no campo a revisão das táticas que haviam iniciado a luta rural armada de classes bombardeando as urnas eletrônicas do governo reacionário. Só então ambos dos nossos destacamentos cada um no comando do meio e no comando do oeste foram respectivamente cercados e suprimidos pelas tropas reacionárias resultando na derrota de Fevereiro. Como a clique de Vikalpa era ambiciosa para cercar e suprimir nossos destacamentos, a derrota de fevereiro que encontramos é misteriosa. Não podemos dizer com provas materiais se havia ou não alguns elementos destruidores que se infiltraram no nosso novo partido para fazer o serviço da derrota de Fevereiro.

2. Explosão da Bomba Bumerangue 
Após encararmos a derrota de Fevereiro, dois membros centrais da clique de Vikalpa em nome do início da guerra popular declarada por Vikalpa caíram presos em duas explosões separadas de bombas bumerangue em 4 de junho de 2008 . Um deles é Indra Bahadur Ghaley (c. Srijan que eles chamavam de Chitiz) que foi morto e outro é Chandra Bahadur Rai (c. Nikash que eles chamavam de Khandu) foi gravemente ferido e preso pelas tropas reacionárias. Achamos este incidente misterioso por ser um bumerangue no mesmo tempo em dois lugares separados.

3. Sobre a alegação de foquismo:
Vikalpa nos taxou como foquistas infundados tendo como mera referência nossa resolução/proposta do 12º encontro. A resolução foi colocada em diante basicamente nas seguintes mudanças das principais táticas militares.

1. Mobilização dos militantes prontos de fora para iniciar a Guerra Popular primeiramente com a força do “foco revolucionário ou foco maoísta”.

2. Transformação da Organização da Juventude no conceito YCL.

Apesar de o termo "Foco" não tínhamos desistido da estratégia de guerra popular do campo cercando em seguida as áreas urbanas; antes a enfatizamos e a incorporamos até o presente momento. A resolução foi claramente mencionada como estratégia de guerra popular prolongada. “Foco” (e não foquismo como taxam a camarada de Vikalpa) não é a essência da resolução, mas pelo contrário, a estratégia maoísta da guerra popular prolongada é de fato a essência.

4. Ameaça de ação física
Como declaramos a revolta do partido, um partido fake, chamado Partido Comunista do Butão (Maoista) veio à existência tentando pescar em águas turvas. O partido que nunca veio a existir no passado declarou uma ameaça de tomar ação física contra dois membros do nosso partido, citando seus nomes verdadeiros. E continua sendo um mistério sobre quem fez isto, mas se for ver pelas suas declarações, parece que foram feitas por agentes contra-revolucionários infiltrados no círculo comunista.
Por fim, chamamos para apoiar moralmente nosso círculo regional e internacional de fraternidade em nosso protesto contra o feudalismo doméstico, o expansionismo e intervenção indiano, a última intervenção imperialista na forma do terceiro reassentamento dos refugiados butaneses e a política de invasão na fronteira do revisionismo chinês. Embora o problema dos refugiados é um assunto adjunto em geral, e tem sido uma dura realidade por causa das várias complexidades, as comunidades de refugiados precisam ter uma importância vital tática e somente tática para iniciar a revolução armada no Butão. Isto é o porquê de termos dito ser uma das maiores peculiaridades do estágio de iniciação da Guerra Popular no Butão. Esta realidade fará o trabalho até as circunstâncias mudarem. Isto é porque os reacionários estão se hipervilanizando para dispersar e desviar deliberadamente a comunidade de refugiados para prolongar a vida da monarquia fascista Wangchuck do Butão. O reassentamento contínuo dos refugiados não foi só um dos problemas mais ardentes, mas também foi o decisivo impedimento em nossa revolução. Entretanto, requeremos um círculo de fraternidade para pressionar e parar a intervenção imperialista em nome da tal solução duradoura do terceiro reassentamento do país.

VIVA O MARXISMO-LENINISMO-MAOÍSMO!
VIVA O PCB (MLM)!!


Publicado por Gran Dazibao

domingo, 20 de diciembre de 2015

Cuestionatelotodo: Los niños de la revolución

Cuestionatelotodo: Los niños de la revolución: Los camaradas del blog  Victoria de los Oprimidos han publicado una interesante y a la vez emotiva recopilación de fotos de niños de la r...

RdBC: Homenaje al camarada Stalin




RdBC: Comunicado



EL IMPERIALISMO FRANCÉS, EN HORAS BAJAS

Los atentados acaecidos en París el pasado viernes 13 de noviembre han dejado al descubierto todas las flaquezas de la otrora grandeur imperial francesa.

La composición del grupo que llevó a cabo los ataques, constituido en su mayoría por jóvenes franceses nacidos en el Hexágono, echa por tierra mitos profundamente arraigados en el imaginario francés posterior a la II Guerra Mundial, tales como la cohesión social, la sociedad de acogida, su carácter integrador de las minorías o la escuela pública laica. De hecho, el 13-N, como antes el asalto a la redacción de Charlie Hebdo, o, remontándonos algo más en el tiempo, los levantamientos en las banlieux de las principales ciudades del país, han sacado a la luz la existencia de un sector de población de origen principalmente –aunque no sólo– emigrante, religión musulmana y extracción obrera, que reconoce abiertamente al Estado burgués y a su modelo social como su enemigo declarado, y que, además, está dispuesto a hacerle frente.

No es de extrañar que los voceros de la reacción francesa y de toda Europa hayan cargado contra el Islam y los emigrantes procedentes de países árabes tras los atentados de París. Se puede trazar, sin género de duda, un paralelismo histórico entre la utilización por el fascismo, durante el periodo de entreguerras, de la ideología antisemita como instrumento de cohesión y movilización de la pequeña burguesía desclasada y en proceso de proletarización, con el empleo de la islamofobia en la actualidad. Es la misma clase burguesa en crisis, de los mismos países imperialistas, cargando con argumentos análogos de raza y credo contra grupos sociales excluidos por razones semejantes de clase y cultura.

Que recientemente el sionista Netanyahu haya exculpado o atenuado la responsabilidad histórica de Hitler en el Holocausto, atribuyéndosela, siquiera en parte, al entonces muftí de Jerusalén, o que Bernard Henri Lévy, rábula internacional de toda causa imperialista, identifique fascismo e Islam –“fascislamismo” es el término que él emplea– muestra hasta qué punto la satanización de la religión musulmana y de los árabes forma parte consustancial de la política global imperialista de nuestros días, tanto en casa como en los patios traseros.

Es más, por seguir con las analogías históricas entre los “demócratas” de hoy y los nazifascistas de ayer, siervos todos del capital: de igual modo que la muerte en París en noviembre de 1938 del diplomático alemán Ernst vom Rath a manos del judío Herschel Grynszpan fue el clavo ardiendo a que se asió la bestia fascista para desencadenar la “Noche de los cristales rotos”, en que fueron asesinados decenas de judíos alemanes, los recientes atentados en la capital francesa son la espuria excusa con que justificar un nuevo giro de tuerca a la política de agresión permanente del imperialismo contra el mundo árabo-islámico.

Y decimos “espuria excusa” no ya sólo porque la injerencia y la agresión sean rasgos inseparables del imperialismo, no ya sólo porque éste sea el enésimo pretexto con que justificar el desencadenamiento de una guerra internacional –ayer eran las “armas de destrucción masiva”, la “falta de respeto a los derechos humanos”; antes fueron la “protección de minorías”, el “impago de deudas”, etc.–, sino porque, en este caso concreto, además, la firma de los atentados de París está estampada con la viscosa tinta del imperialismo francés.

El gobierno imperialista francés ha sido el principal artífice, por delante incluso de los EEUU, de la destrucción del Estado sirio, como antes lo fue de Libia, como antes aún, en los años 90, lo había sido, indirectamente, de Argelia, a cuyo gobierno acusaba de violar les droits de l’homme mientras el país se desangraba, día a día, entre atentados brutales contra la población civil…

El gobierno imperialista francés es el único responsable –en este caso con el criminal beneplácito de la “izquierda” francesa– de la desarticulación ideológica de la juventud de su país, en especial, de los sectores potencialmente más proclives, por su posición de clase, a conformar un movimiento obrero revolucionario.

El gobierno imperialista francés cooperó activamente, incluso con la sangrienta complicidad de sus servicios de inteligencia –recordemos el asesinato, también en París, en 1965, del gran Mehdi Ben Barka–, en la destrucción de los movimientos marxistas árabes por medio de la propagación del oscurantismo religioso en los sistemas educativos y en la vida civil de países “amigos de Francia”, como el Marruecos de Hassan II o el Túnez de Ben Ali.

El gobierno imperialista francés mantiene relaciones diplomáticas plenas y excelentes relaciones económicas con países identificados como promotores ideológicos y financiadores del llamado “yihadismo”, a saber, Arabia Saudí y Qatar. El gobierno imperialista francés es, igualmente, socio y aliado en la banda OTAN de Turquía, acusado también de apoyar al mencionado movimiento “yihadista”.

La gran burguesía francesa ha llenado sus bolsillos con la explotación de la misma mano de obra barata emigrante a la que ahora pretende criminalizar.

Las lágrimas del cocodrilo imperialista francés no deben confundir a nadie: son el testimonio de su bancarrota más absoluta: bancarrota de su política exterior, bancarrota de sus servicios de inteligencia, bancarrota de su sistema sociopolítico y económico, bancarrota, en fin, que la burguesía francesa pretende ahora disimular tras el fragor de las explosiones y las nubes de polvo de las bombas, viejos y archiconocidos enredos del imperialismo asesino.


¡Vosotros, imperialistas, sois los terroristas!

***

La Red de Blogs Comunistas (RBC) no apoya acciones armadas como las que tuvieron lugar en París el 13 de noviembre de 2015, pues rechaza de plano cualquier tipo de agresión contra la población civil, indefensa e inerme.


Las amplias masas populares árabes deben tomar conciencia clara de que el oscurantismo religioso jamás liberará al mundo árabe del yugo imperialista, causa de su actual postración, y que la vía hacia la auténtica independencia de las naciones árabo-islámicas pasa por ganarse la solidaridad y el apoyo de todos los pueblos oprimidos del mundo y no por concepciones religiosas inspiradas por lacayos del imperialismo.

Los sectores más avanzados de las masas populares árabes deben estudiar y difundir entre la juventud la brillante historia del movimiento progresista en el mundo árabo-islámico, con especial atención a los movimientos de inspiración marxista, que fueron su punta de lanza.

Ese estudio no debe estar exento de crítica; antes al contrario, a fin de que pueda servir eficazmente de guía para la acción, debe enriquecerse con los avances de la ciencia marxista que se produjeron a partir de los años 60 del pasado siglo para, de ese modo, poder articular frentes antiimperialistas en todas las naciones árabo-islámicas.

La juventud francesa y, en especial, los obreros musulmanes franceses, no pueden abrir brechas con sus hermanos de clase no-musulmanes, pues el enemigo burgués es el mismo para ambos.

En la lucha por el socialismo y por la superación de la explotación capitalista, los trabajadores musulmanes y no-musulmanes deben ir hombro con hombro, teniendo siempre presente que la religión, cualquiera que ésta sea, no puede erigirse en obstáculo que retrase, limite o impida el combate contra el capital.

¡Ni guerra entre los pueblos, ni paz entre las clases!


LAS 10 MÁS ALTAS ACCIONES DE LUCHA DE LAS MASAS DEL 2015

Top 10 actions of 2015. (HD)

Posted by Anti-Capitalist Action on sábado, 19 de diciembre de 2015

sábado, 19 de diciembre de 2015

viernes, 18 de diciembre de 2015

El norte de Irlanda: Siguen saliendo casos de connivencia entre los par...

El norte de Irlanda: Siguen saliendo casos de connivencia entre los par...: Brian Nelson Nuevas revelaciones sobre la colusión del ejército británico con los escuadrones de la muerte paramilitares lealistas se...

RdBC: IV entrega del libro Una visión marxista de la historia de Ceilán

El Presidente Mao Tse-tung y el autor del presente libro



Capítulo IV: La aparición del neocolonialismo

La Red de Blogs Comunistas está traduciendo el libro Una visión marxista de la historia de Ceilán, de N. Shanmutathasan, por su gran importancia para dar a conocer la historia de la lucha de clases en Sri Lanka y entender su situación en la actualidad.
El autor se lo dedicó a su nieto, "con la esperanza de que algún día se adentre por el sendero de la revolución, pero evitando los errores que yo cometí en mi juventud por falta de una orientación correcta".

Así que el libro es también un repaso a los errores del movimiento comunista de aquel país, enmarcados en la historia y por los conflictos del movimiento comunista internacional y, por supuesto, en el contexto asiático y del desarrollo, fortalecimiento y extensión del marxismo-leninismo y las aportaciones esenciales del camarada Mao Tse-tung.
El libro está editado por el Partido Comunista de Sri Lanka, cuyos camaradas fueron los que nos lo dieron a conocer y nos aconsejaron su traducción.
Tras la publicación de los capítulos III y III, compartimos en esta entrada el Capítulo IV: La aparición del neocolonialismo
***

CAPÍTULO IV: LA APARICIÓN DEL NEOCOLONIALISMO


Mientras tanto, con el objetivo de lograr nuevas reformas, el segundo Consejo de Estado, cuyo mandato se prolongó debido a la guerra, adoptó una resolución reformista impulsada por el Sr. S. W. R. D. Bandaranayake, en la que se solicitaba la cesión de mayores márgenes de libertad. Retrospectivamente, es interesante destacar que esta resolución pedía la sustitución del inglés como idioma oficial por el cingalés y el tamil.

Los británicos, no obstante, crearon la Comisión Soulbury para investigar las solicitudes de nuevas reformas; aunque oficialmente D. S. Senanayake boicoteó la comisión, en privado hizo partícipes a sus miembros de sus puntos de vista. Las recomendaciones que formuló la Comisión Soulbury deben valorarse a la luz de las nuevas condiciones que habían surgido a finales de la II Guerra Mundial, que tan radicalmente había cambiado la historia del mundo. La derrota de Alemania, Italia y el Japón fascistas, así como la transformación de la Unión Soviética socialista en una gran potencia, dieron un formidable empuje a los movimientos de liberación nacional en Asia. El imperialismo británico se dio cuenta de que no podía seguir gobernando sus colonias a la manera tradicional, por lo que decidió llegar a un compromiso con las burguesías nativas de dichas colonias, alarmadas también por que, debido al creciente carácter revolucionario de los movimientos de liberación nacional, resultasen ellas mismas barridas con el imperialismo. De ese modo, para asegurar la mutua explotación del pueblo, se sentaron las bases de un compromiso entre el imperialismo y las burguesías autóctonas en el que éstas actuarían como socio minoritario del imperialismo. A su vez, el imperialismo británico acordó transferir un poder aparente a cambio de la garantía de sus inversiones económicas en las colonias.

La misma explotación colonial de viejo cuño prosiguió con ligeras modificaciones. En algunos casos, incluso se intensificó. Sin embargo, ahora, los imperialistas permanecían en un segundo plano. Habían pasado a la parte de atrás mientras a la burguesía nativa se le había asignado el asiento del conductor. Las marionetas que danzaban en el teatro local eran autóctonas, pero los hilos invisibles que las manejaban se movían en Whitehall o Washington. Éste era el método que el imperialismo norteamericano ya había perfeccionado en sus relaciones con los países de América Latina. Estos últimos eran nominalmente independientes e incluso miembros de la ONU. Pero todos ellos estaban, sin embargo, bajo el férreo control del todopoderoso dólar y obedecían a sus dictados. Ésta es la clásica forma de dominación económica conocida como neocolonialismo. Ésta fue la mercancía averiada que se hizo pasar por independencia en 1948 a países como la India, Birmania y Ceilán. En 1948, Ceilán pasó del gobierno colonial al neocolonial.

Bandera de los Tigres Tamil
A fin de que funcionara el sistema parlamentario de gobierno otorgado por la constitución de Soulbury, D. S. Senanayake unió en 1947, bajo su dirección, a todos los partidos burgueses, a saber, el Congreso Nacional, la Asamblea Cingalesa y la Liga Musulmana –todos excepto el Congreso Tamil–, en un nuevo partido, el Partido Nacional Unido [UNP, en sus siglas en inglés]. La historia política posterior de Ceilán se puede comparar a un juego de sillas musicales entre las familias Senanayake y Bandaranayake. Durante los primeros nueve años, de 1947 a 1956, el país estuvo gobernado por el clan Senanayake (padre, hijo y sobrino). En los nueve siguientes, de 1956 a 1965, le correspondió el turno a la familia Bandaranayake (marido y esposa). Entre 1965 y 1970, cinco años más, volvieron a la poltrona los Senanayake (hijo). En 1970, el péndulo regresó a los Bandaranayake (esposa).

Ello no quiere decir que no hubiera diferencias entre los Senanayake y los Bandaranayake o entre el UNP y el Partido de la Libertad de Sri Lanka [SLFP]. Había diferencias, pero no lo bastante fundamentales como para representar una solución diferente a los problemas básicos del pueblo. Los problemas fundamentales no sólo siguieron sin resolverse, sino que se agravaron aún más tras los 23 años de gobiernos parlamentarios burgueses de los Senanayake y los Bandaranayake. Mientras ambos clanes ensayaban, con nulo éxito, los mismos remedios envueltos en discursos diferentes, la suerte de la mayoría del común siguió deteriorándose.

El UNP representa a la burguesía compradora, que es proimperialista, prooccidental y antinacional. Sus dirigentes imitaban a Occidente en el lenguaje, el vestido, las costumbres y la cultura. Defendían la permanente dominación imperialista de nuestra economía. El SLFP representaba a la burguesía cingalesa, cuyo desarrollo en Ceilán como clase separada durante el primer decenio que siguió a la II Guerra Mundial se debió a la acumulación de capital en manos locales, resultado de los negocios efectuados durante la guerra y con posterioridad a ella. La burguesía nacional deseaba reemplazar al imperialismo y desarrollar el capitalismo nacional. En esa medida, tenía una perspectiva progresista. Sin embargo, como clase, también ella era burguesa y mostraba todas las inhibiciones inherentes a su carácter clasista. Es la tercera vez que la burguesía nacional saborea el poder y era inevitable que en sus filas se produjera una evolución en consonancia. Algunos de los sectores que la integran han alcanzado el grado de burguesía compradora, que no se encuentra ya, exclusivamente, en las filas del UNP. Además de ello, también ha surgido otro grupo de capitalistas como consecuencia de la proliferación de las empresas estatales, una clase de capitalistas que ha llegado a serlo sin poseer un capital propio. Se trata de los jefazos de las nuevas sociedades públicas, quienes han sacado buen provecho de sus jugosos sueldos, así como de la corrupción y los sobornos con la venta de licencias comerciales, las comisiones, etc. Todos ellos apoyan al gobierno de turno, porque de eso depende su propia existencia. Por esta razón, es completamente acientífico llamar socialista al SLFP, en el sentido de que defienda la abolición del capitalismo. A pesar de que ambos bandos sigan hablando de socialismo para engañar al pueblo, existe acuerdo entre el UNP y el SLFP (y ahora el Frente Unido) sobre la continuidad del sistema capitalista. Sin tal entendimiento común en temas fundamentales, el funcionamiento del sistema parlamentario burgués es imposible.

Partiendo de esa base, detengámonos a analizar más de cerca los acontecimientos políticos desde las primeras elecciones parlamentarias de 1947. Aquél fue el año de la famosa huelga general de mayo-junio, organizada por el Partido Comunista y el Partido de la Sociedad Igualitaria de Ceilán [LSSP]. Las organizaciones sindicales que oficialmente la dirigían a través de un comité conjunto eran la Federación Sindical de Ceilán (del PC), la Federación de Trabajo de Ceilán (del LSSP), y la Federación Sindical de Funcionarios que dirigían conjuntamente, por entonces, el PC y el LSSP. En su punto más álgido, cerca de 50.000 trabajadores tomaron parte en la huelga. Un funcionario llamado Kandasamy resultó muerto de un disparo durante una manifestación. Esta huelga representó un hito en la historia del movimiento revolucionario, superado tan sólo por el Hartal de 1953. Sin embargo, la fuerza bruta del Estado, que contó con el hábil apoyo de las mentiras de la prensa burguesa, consiguió sofocarla. Centenares de trabajadores de todos los sectores fueron despedidos de sus trabajos como acto de venganza del gobierno y de la clase capitalista.

D. S. Sananayake y Oliver Goonetileke usaron esta huelga como arma de negociación en sus conversaciones en Whitehall de ese mismo año. Asustaron a los imperialistas británicos diciéndoles que la huelga general era el presagio de lo que se avecinaba –la alternativa roja– si no se concedían las reformas que les solicitaban y no se les cedía el poder.

Ni que decir tiene que los sentimientos militantes despertados por la huelga fueron la causa de las victorias electorales de gran número de candidatos contrarios al UNP. En cualquier caso, un hecho importante que muchos analistas políticos soslayan con frecuencia y oportunamente es que D. S. Senanayake y su UNP no consiguieron obtener la mayoría en las primeras elecciones parlamentarias celebradas en 1947, y ello a pesar de la feroz campaña antimarxista, con carteles que exhibían consignas como “Salvad la religión de las llamas del marxismo”. De 100 escaños, la UNP obtuvo solamente 46. Los tres partidos de izquierda, que concurrieron por separado, lograron 20 escaños (el LSSP 10, el Partido Bolchevique Leninista [BLP] 5 y el PC 5), mientras el Congreso Tamil y el Congreso Indio de Ceilán consiguieron 7 cada uno. Los independientes se hicieron con 20. Estaba claro que éstos tenían el control de la situación en sus manos. Ambos bandos los cortejaron. La famosa conferencia de “Yamuna”, que reunió a todas las fuerzas opuestas al UNP, se celebró en la residencia del señor H. Sri Nissanka, pero acabó sin acuerdo. La situación se allanó para el UNP cuando Colvin R. de Silva, el líder del BLP, ofendió a los independientes calificándolos de “burros de tres cabezas”. De ese modo, D. S. Senanayake logró atraer a un número suficiente de independientes a su campo, lo que le permitió formar gobierno. Aun así, la realidad inalterable era que su partido había obtenido sólo una minoría de votos en las elecciones.

Un hecho digno de mención es que en las elecciones de 1947 los partidos de izquierda obtuvieron el mejor resultado de su historia. De un total de 100 escaños, los tres partidos obtuvieron 20. En 1952 la cifra se redujo a 13, mientras que en 1956 alcanzaron 17. En 1960 y 1965, en que el número de parlamentarios se amplió hasta los 150, los partidos de izquierda vieron mermar su porcentaje de voto. Sólo en 1970 mejoraron sus resultados gracias al acuerdo del Frente Unido con el SLFP, aunque sin alcanzar la quinta parte de los escaños conseguida en 1947.

En febrero de 1948 se escenificó la farsa de la concesión a Ceilán de la llamada independencia. La base de esta cesión de poder aparente ya se ha descrito. Pero nótese que incluso esta apariencia de poder no se concedió hasta que D. S. Senanayake, actuando sin previa consulta al parlamento, hubo firmado un acuerdo de defensa con Gran Bretaña. Casualmente, este acuerdo nunca ha sido denunciado posteriormente. Ceilán pasó de ser una colonia a ser una neocolonia. Toda la parafernalia visible de la independencia: la bandera nacional, el himno, un hombre de tez cobriza en Queen’s House, etc., estaba allí. Pero la esencia de la explotación imperialista seguía siendo la misma.

D. S. Senanayake fue plenamente consciente de que la mayoría del pueblo no le había aceptado. Todas sus políticas se orientaron, por tanto, a lograr una mayoría absoluta en las elecciones generales. Fue él quien puso en marcha el proceso de soborno sistemático del electorado. Pronto agotó las reservas en libras esterlinas que Ceilán atesoraba en Londres, gastadas en la importación de productos alimenticios. Si este dinero se hubiera invertido en la importación de maquinaria industrial, el beneficio para el país habría sido inmenso. Pero Senanayake no creía en el desarrollo industrial.

No fue ése, no obstante, su peor error. Durante su mandato empezó la práctica de subsidiar el arroz. Hoy todo el mundo reconoce la intolerable carga que este subsidio, que ha llegado a sobrepasar los 600 millones de rupias anuales, impone a la economía. Sin embargo, en la actualidad, la subvención del arroz se ha convertido en una cuestión política. Si se pudiera decir cuál es la medida tomada conscientemente por un gobierno que más ha contribuido a la ruina económica del país, ésa sería la decisión de subvencionar el arroz adoptada por D. S. Senanayake. Las futuras generaciones vivirán para maldecir su nombre.

Antes de finales de 1948, D. S. Senanayake se ganó a su hasta entonces implacable rival, G. G. Ponnampalam, al ofrecerle una cartera ministerial. No hay que olvidar que Ponnampalam había derrotado al candidato de Senanayake, A. Mahadaveda (hijo de Ponnampalam Arunachalam) en las elecciones de 1947, en la circunscripción de Jaffna. Por lo tanto, su unión fue una jugada absolutamente oportunista por ambas partes. Pero fracturó el Congreso Tamil. S. J. V. Chelvanayagam lo abandonó para formar el Partido Federal, que siguió implicado en la política regional en el norte. El Congreso Tamil, aunque no renunció al regionalismo, dejó de desempeñar papel efectivo alguno en la política tamil o cingalesa a partir de 1948, a pesar de que Ponnampalam logró conservar su escaño hasta 1970. Él mismo abandonó su política del cincuenta-cincuenta y volvió a sus antiguas posiciones, hasta el punto de apoyar las medidas de D. S. Senanayake para privar de la nacionalidad y del derecho al voto a los trabajadores de las plantaciones tamiles de origen indio.

En 1951, el UNP entró en crisis, acontecimiento que afectó al desarrollo político posterior de Ceilán. El líder de la cámara y hombre de mayor talento de entre todos los que rodeaban a D. S. Senanayake, vástago de una aristocrática familia proimperialista de Ceilán y emparentado por matrimonio con una familia feudal de Kandy, era S. W. R. D. Bandaranayake, quien había recibido una educación liberal en Oxford. Bandaranayake siempre se había visto como el heredero natural de Senanayake. Pero ahora daba la impresión de que el “viejo” tenía otras ideas. Senanayake promovió hábilmente la rivalidad entre S. W. R. D. Bandaranayake y Sir John Kotalawala, su sobrino, si bien su anhelo había sido siempre que le sucediera su hijo. Bandaranayake abandonó indignado las filas del UNP y se pasó a la oposición.

Milicianas singalesas
Ese mismo año, Bandaranayake creó el Partido de la Libertad de Sri Lanka [SLFP]. Con independencia de los motivos que le impulsaron a dejar el UNP, se percató rápidamente del potencial que tenía unir a todas las fuerzas contrarias a dicho partido, y dar satisfacción a las aspiraciones nacionalistas y culturales del común. Bandaranayake había sido uno de los miembros budistas –lo más opuesto a los “cristianos de arroz”– del Consejo de Estado creado por la llamada constitución Donoughmore. Había adoptado la vestimenta nacional. Posteriormente, se convirtió en el adalid de la lengua cingalesa, aunque él mismo estaba imbuido de la cultura occidental. Todo ello le permitía mostrarse extraordinariamente sensible al sentir popular, lo cual hubo de resultarle de gran utilidad. Si se trataba de oportunismo, cabía excusárselo. No obstante, por aquel entonces, aún estaba en plena travesía del desierto.

En esas circunstancias, el 22 de marzo de 1952, D. S. Senanayake se cayó del caballo mientras montaba por Galle Face Green y se mató. Lo que siguió fue la más indecorosa disputa por la sucesión que cabe imaginar, descrita de forma inimitable por un correligionario de Sir John Kotalawala, uno de los contendientes, en el archipopular folleto titulado “El derbi del primer ministro”. Así las cosas, fue el “viejo” quien resolvió el asunto desde la tumba. Parece ser que habíaaconsejado al gobernador general, Lord Soulbury –en ese momento de permiso en Inglaterra–, que, en caso de que le pasará algo (a D. S. Senanayake), recurriera a su hijo Dudley para formar gobierno. Y esto es precisamente lo que Soulbury hizo en su apresurado retorno, ignorando lasrazones del más veterano de los conmilitones de D. S. Senanayake, Sir John Kotalawala, quien, a pesar del enfurruñamiento pasajero, consintió finalmente en ponerse a las órdenes de Dudley.

Que Dudley Senanayake sucediera a su padre al modo más genuinamente dinástico, que al Sr. Bandaranayake, tras su asesinato, le sucediera su viuda y que, desde entonces, no haya habido un solo primer ministro de Ceilán que no fuese cingalés, goigama y budista, revelan hasta qué punto prevalecen las concepciones feudales en el país. La idea de que sólo el hijo es quien mejor puede interpretar los puntos de vista políticos del padre o la de que sólo una viuda pueda hacer lo propio con el legado político de su difunto marido nada tienen de democráticas. Son ideas feudales. En el caso del hijo, al menos había sido ministro en el gabinete de su padre. En el de la viuda, ni siquiera había llegado a gozar de la confianza política de su marido. ¡Estamos tan absolutamente enfangados en las tradiciones y las ideas feudales, que ya se habla de que el principal objetivo de la actual primera ministra es aferrarse a las riendas del poder todo el tiempo que haga falta para asegurar la sucesión de su hijo!

La victoria en las elecciones generales de 1952 fue relativamente sencilla para Dudley Senanayake, ya que supo explotar al máximo todos los sentimientos de emoción provocados por la muerte de su padre. Las elecciones se celebraron anticipadamente porque John Exter, el director estadounidense del Banco Central, había advertido de la inminencia de la crisis económica, recomendando la formación de un nuevo gobierno, antes de adoptar severas medidas de ajuste. En los presupuesto del UNP de 1953 se detallaban las medidas que harían recaer la carga de la crisis económica sobre los hombros del pueblo. Se suprimió el subsidio del arroz, cuyo precio se triplicó. Las tarifas de ferrocarril y postales aumentaron, y el almuerzo gratuito del mediodía quedó eliminado en las escuelas.

Pero el pueblo no estaba dispuesto a aceptar esa carga. Las direcciones de los partidos de izquierda aún no habían degenerado hasta caer en el reformismo de los años posteriores. En la convocatoria unitaria de los tres partidos de izquierda y de los sindicatos que dirigían, se convocó un hartal para el 12 de agosto de 1953. La respuesta del pueblo fue estupenda. Todos los sectores de la clase obrera, con excepción de los trabajadores de las plantaciones, respondieron al llamamiento. A pesar de la negativa del Sr. Bandaranayake a sumarse a la convocatoria del Hartal, la práctica totalidad de las fuerzas contrarias al UNP se unió a la poderosa oleada de protestas. Los autobuses y los trenes no funcionaban. Las tiendas estaban cerradas. Cesó toda la actividad laboral, la administración se paralizó y se supo que el gobierno se había refugiado en la seguridad de un barco en el puerto de Colombo. Fue el punto álgido de la acción revolucionaria conocida hasta entonces en Ceilán. Era una muestra de hasta dónde estaban las masas dispuestas a llegar, si se les daba una dirección unida y revolucionaria.

Por desgracia, la gran respuesta popular asustó a las direcciones reformistas de los partidos de izquierda tanto como al gobierno. Los primeros desconvocaron el movimiento la tarde del mismo día 12, mientras éste declaró el estado de emergencia y recurrió a la represión a gran escala. Doce personas murieron por disparos y cientos fueron encarceladas. Una de las consecuencias del Hartal fue que el primer ministro se acobardó y dimitió, desapareciendo de la vida política hasta su retorno en 1960.

Sir John Kotalawala se convirtió entonces en primer ministro, desarrollando una política absolutamente reaccionaria en el país y de total sumisión a los imperialistas en el plano internacional. Siempre dispuesto a ser un instrumento en manos de los imperialistas, acudió a la famosa conferencia de Bandung, donde pronunció un provocativo discurso anticomunista con la intención de molestar a Chu En-lai. Este último, no obstante, lo ignoró con el siguiente comentario: “No he venido aquí a pelearme”. Su papel como primer ministro se recuerda, igualmente, por su negativa a permitir la entrada en el país de un equipo de fútbol soviético y de un grupo de científicos del mismo país que iba a observar un eclipse solar, así como por su abierto desprecio hacia la sensibilidad religiosa y cultural del pueblo, tal como quedó demostrado en el incidente de la barbacoa. Su absoluta falta de cercanía al sentir popular se hizo patente, finalmente, en su convocatoria de elecciones anticipadas basándose en la idea equivocada de que el UNP nunca había estado en mejor situación.



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Publicado por Red de Blogs Comunistas 


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jueves, 17 de diciembre de 2015

IL BOLSCEVICO, n° 47_2015



Ecuador: Demanda de un salario digno y alza generalizada de salarios


POR UN SALARIO DIGNO PARA LOS TRABAJADORES EXPLOTADOS Y OPRIMIDOS

Luchar por un alza general de salarios significa luchar por elevar el salario real de toda la clase obrera, e incluso de todos los trabajadores, luchar por rebajar el hambre y la miseria, y mejorar las condiciones de vida de los asalariados, a cuenta de rebajar la cuota de ganancia que se embolsa toda la burguesía también en medio de la crisis económica. UOC

Los trabajadores, al no contar con medios de producción y al estar separados de éstos, cuentan únicamente con su fuerza de trabajo para poder garantizar su más elemental subsistencia. Dicha fuerza de trabajo la burguesía la convirtió en mercancía, en esa medida, el precio de esa mercancía está sujeto de algunas variables, entre ellas, la oferta y la demanda, las políticas laborales, económicas del gobierno y desde luego, los niéveles de organización que tiene la clase obrera.
Hoy en el Ecuador los trabajadores asalariados asistimos a  ver cómo el régimen, las cámaras de la producción, los representantes de la banca, empresarios, es decir, las clases dominantes han emprendido con una serie de reuniones, discusiones, foros, etc., etc., que tratan sobre cuánto debería ser el incremento al salario básico unificado (SBU).
Los rasgos de estas charlas y estudios podríamos simplificarlos en:
·       Las tratativas sobre el nuevo salario se hacen entre miembros del régimen y empresarios (eventualmente con la participación de dirigentes de las centrales sindicales entregadas a la burguesía y al gobierno)
·       El impacto que dicho incremento pueda tener en la economía; dicho de otra manera, en la incidencia que tenga en la tasa de ganancia del burgués y en el urgente reacomodo al gasto corriente que le urge al régimenfascista.

La demanda de mano de obra en el país ha sufrido una fuerte retracción en el 2015. En lo que va de diciembre la tasa de desempleo está en el 5,2% y de subempleo en el 54%. Al respecto es importante analizar que ésta crisis del empleo en el país no responde a un fenómeno “coyuntural” como lo sostiene el gobierno (relación con baja del precio del petróleo),en realidad se trata de un problema estructural:bancarrota del imperialismo y crisis del capitalismo burocrático en el país y que los intentos que ha realizado la burguesía burocrática por sacarlo a flote ha sido infructuoso.
A nivel del sector público el gobierno recibió en el 2104 USD 1400 millones por concepto de ingresos petroleros. En este año a duras penas llegó a los USD 200 millones lo que determina mayor restricción en gasto público, obras, etc., y con ellas de la posibilidad de coberturar la mano de obra desocupada. Es decir, seguimos siendo un  país cuya economía es extractivista, importadora, que no ha desarrollado sus fuerzas productivas y depende de la capacidad de  cooptar dólares por esa vía, primaria. Al no ingresar dólares porque la estructura económica no tiene la capacidad de generar otro tipo de ingresos deviene en crisis y ésta afecta o descansa sobre las grandes mayorías y se muestra de manera sostenida en el desempleo, subempleo y bajos salarios.
¿Qué ha hecho el régimen para superar estas dificultades? Disminuir el gasto corriente reduciendo dramáticamente el personal en el sector público, en unos casos, en otros, eliminar la figura del nombramiento que establece entre otras cosas homologación salarial, estabilidad, para dar paso a la “contratación por servicios” que genera estabilidad tan solo de 1-2 años y sin posibilidad de que se renueve el contrato.
Todas esta masa de trabajadores desocupados a la que se le incorporó más de 200 mil jóvenes que no pudieron ingresar a las universidades públicas no les queda otra alternativita que dar un paso a la informalidad, al trabajo circunstancial, eventual…más ahora que la gran burguesía -a pesar de haber reducido también su plantilla de trabajadores- puede contratar mano de obra calificada más barata y las actividades suplementarias en la producción las cubre con la oferta de fuerza de trabajo informal, no regularizada, con inmigrantes cubanos, venezolanos, colombianos, haitianos y peruanos quetermina vendiendo su fuerza de trabajo por debajo del salario básico unificado que siempre va a ser “ganancia” en sus países respecto del cambio de moneda, sobre todo con Colombia; y ganancia extra para los empresarios del país que siempre buscan extraerle mayor plusvalor al trabajador y mejor aún, si sobre él no tienen responsabilidades legales como seguridad social, sobresueldos, etc.,.
Si al gobierno desde la perspectiva laboral le importa un pepino el incremento del desempleo y subempleo (le llaman “empleo inadecuado”, que en buen romance significan más de 3,5 millones de trabajadores con salarios por debajo del mínimo que establece la ley), hay que entender que a la burguesía le importa menos todavía, a la final su actividad es de lucro, no tiene ninguna naturaleza de servicio social. 
Abordar el tema del empleo, subempleo y desempleo es crucial el momento de analizar el tema salarial ya que al considerar las razones por las cuales ha crecido estos fenómenos sociales encontramos también el por qué el sostenimiento de salarios de hambre y miseria, el por qué las masas están dispuestas a vender su fuerza de trabajo por salarios aún por debajo de los estipulados por el gobierno y el por qué al gobierno y a los empresarios les conviene mantener esos salarios.
La canasta básica en el país ya superó los USD 675. El salario básico unificado a la fecha es de 354 dólares. De ese salario hay que quitar la aportación que hace el trabajador al seguro (IESS, 9.35%), posteriormente el 12% del IVA cuando adquiere bienes de uso y consumo; impuesto a la renta, impuestos verdes, etc. Según estudios de la Facultad de Economía de la Universidad Central, la carga fiscal que opera sobre el trabajador ecuatoriano se lleva aproximadamente el 50% de sus ingresos. Bajo esta lacerante realidad nos vamos a dar cuenta que el salario sufre una contracción tremenda.
Para clarificar este último dato, un trabajador en el Ecuador debería trabajar 73 días laborables (aproximadamente 3 meses y medio,) para el Estado sólo para pagar las cargas fiscales (impuestos) y el sobrante utilizarlo en medio de la especulación de precisos y la creciente inflación menguando su capacidad de compra a un 50%.
Y esto es importante considerar ya que de manera reiterativa el gobierno vomitade manera mofa que el salario básico en el Ecuador está entre los más altos de América latina, y lo que no dice es que la capacidad adquisitiva de ese salario está por debajo de la capacidad de compra que tienen salarios de la subregión que manejan moneda propia. No dice que el actual salario compra menos que los salarios de hace pocos años.Marx supo definir de manera brillante este tema, el problema no descansa en la cualidad dela cantidad de dinero, sino de la cantidad de mercancía comprada a cambio de ella.
Lo que tampoco dice el fascista (Rafael Correa) es que el trabajador tiene pocas alternativas de trabajo formal, estabilidad, y que ha sido sumido a la más abyecta obediencia a la patronal privada o estatal.
Mientras a los trabajadores explotados y oprimidos se les realizan alzas salariales de miseria, la renta de los empresarios en el país oscila entre los 300-400% (en relación a Colombia donde se manejan rentabilidades en el orden del 30%). No es gratuito que los grandes comerciantes hayan incrementado su patrimonio de manera impresionante a pesar de las salvaguardias, y que la banca en estos últimos  años de la “revolución ciudadana“ ha tenido mayor crecimiento en inversión y utilidades.


Pero veamos otro aspecto que gira en torno al problema salarial. El desmantelamiento de la organización sindical en manos del régimen, sus lacayos y del revisionismo de oposición; las dificultades de acceder al derecho a la huelga o de manifestarse ante el desgobierno, su política laboral, salarial, etc., también se evidencia en salarios bajos. Podríamos decir que es en el nivel de salarios donde se refleja también el nivel de organización de los trabajadores.
Es ahí donde podemos encontrar una de las razones de la desmovilización ideológica y organizativa de los trabajadores. Sin sindicatos, o con sindicatos estabulados a la democracia burgués-terrateniente vía nuevo Código Integral Penal, régimen coercitivo, punitivo, carcelario y policial que constriñe o anula constitucionalmente a la organización de los trabajadores, termina por garantizar al gobierno y gran burguesía extraer  mayor plusvalor al trabajador vía régimen laboral-salarial explotador sin que tenga, de parte del obrero, la capacidad de respuesta apropiada.
La prensa burguesa del 14 de diciembre del año en curso señala los distintos juicios que tiene que afrontar un manifestante que se pronuncie en contra de las medidas anti obreras por parte del régimen: ataque y resistencia, paralización de los servicios públicos, incitación a la discordia, posesión de armas (no importa si es un palo, una piedra, etc.) daño a bien ajeno, deshonra a la policía, intento de asesinato a la policía, asociación ilícita, rebelión, subversión, sabotaje, terrorismo (basta utilizar pirotecnia como voladores, resonadores, etc., para que sea considerado acto de terrorismo)…y la lista sigue. Las penas obviamente son fuertes, jóvenes acusados de sabotaje por lanzar piedras contra instituciones públicas sancionados con penas de 5-7 años y adicionalmente con condenas pecuniarias.
Desde luego que el régimen habla de que ha otorgado libertad a los trabajadores para realizar huelgas, paros. Obviamente, bajo normas bien claras o establecidas: pedir permiso a autoridades competentes para realizar la manifestación (si es aprobada, en buena hora) donde se establece punto de reunión, ruta de la marcha, objetivos, lugar de llegada, etc. Hacerlo fuera de horario laboral (pasadas las 16:30), no interrumpir la vía pública, tener “escolta” policial, no emitir “falsos testimonios en contra de las autoridades públicas, no utilizar capuchas o cubrirse la cara, no realizar pintas en las paredes de la ciudad, etc., en verdad todo menos una marcha por derechos, mucho más próxima a una caminata de amigos a los que al finaldel camino no les harán caso alguno, les cerrarán el paso en cualquier calle, no permitirán que lleguen a su objetivo, menos si es la plaza de la Independencia u otros lugares que representan al estado en las diferentes ciudades del país y hasta ahí llegaron las cosas. Y, si por alguna convocatoria de mayor cobertura las masas se plantean superar los límites legales que delimitan la marcha, el régimen realiza contra marchas de apoyo con movilización, cantos, bailes y militarización de respaldo estimulando la estrategia fujimorista de contraponer masas contra masas.
Entonces ¿qué le queda a la clase obrera y masas explotadas y constreñidas por el régimen fascista?, ¡rebelarse!, es el camino. Pero para rebelarse y conquistar sus derechos –entre otros, salario digno- debe combatir a quienes lo constriñen desde la dirigencia de sus organizaciones, perder el miedo y combatir al régimen en todos los planos, con todos los medios, sobre todo con la movilización popular.
Ante lo expuesto coincidimos plenamente con los comunistas de Colombia cuando manifiestan que “Los trabajadores asalariados no deben esperanzarse en la farsante negociación del salario mínimo y mucho menos apoyarla, porque allí todos son enemigos de la clase obrera: los empresarios y el gobierno representan los intereses de los explotadores, y los jefes vende-obreros tampoco representan a los trabajadores porque son secuaces sumisos y cómplices de los patrones y el gobierno; porque el aumento del salario real se conquista por la fuerza de la lucha del movimiento obrero, no a través de la concertación con los explotadores, ni mucho menos de rodillas ante la OIT, institución de bolsillo de los imperialistas que imponen la rebaja del salario a nivel mundial(Revolución Obrera 443)
Si la clase obrera sigue asistiendo a la convocatoria del revisionismo y del oportunismo para tratar el incremento general de sus salarios desde ya está perdida.
Ya lo ha dicho la empresa privada, para ellos el incremento oscila entre el “2% como mínimo y el 8% como máximo”. Desde luego, los empresarios dicen que no será sino del 4,62% y el gobierno se apura a hablar de 12-14 dólares, constituyéndose de por sí en una bofetada para la economía popular,  pues es un hecho que con esos miserables incrementos el trabajador ya no puede reproducir su fuerza de trabajo, que la economía popular debe sumar esfuerzos familiares conjuntos para poder saturar los gastos que demanda la canasta básica.
Preparemos la movilización de los trabajadores por una alza salarial generalizada, que se ajuste a los requerimientos de los trabajadores por recuperar su fuerza de trabajo y mejorar sus niveles de vida. No breguemos por un salario justo porque la naturaleza intrínseca del salario es injusta, es la explotación del obrero; pero sí de un salario digno que permita mejorar las condiciones de vida del obrero y su familia.
No cometamos el mismo error de cederle espacio a que sea la dirigencia corrupta, entregada, oportunista, la que negocie con la gran burguesía y el gobierno nuestros salarios. Que sea el trabajador en las calles el que conquiste un salario digno y que responda a sus expectativas de vida.


¡VAMOS A BREGAR POR UN SALARIO DIGNO Y EL ALZA GENERALIZADA DE SALARIOS!
¡NO PERMITIR QUE LA DIRIGENCIA REVISIONISTA Y OPORTUNISTA NEGOCIE LOS SALARIOS DE LOS TRABAJADORES!
QUE EL ALZA SALARIAL SEA CORRELATIVA AL PRECIO DE LA CANASTA BÁSICA
¡LA REBELIÓN SE JUSTIFICA!








Datos personales

periodista obrero. Comunista (marxista-leninista). Antiimperialista, anticapitalista y antimilitarista.